Cultura Racial na Culinária
Cultura Racial na Culinária
Na Grécia e Roma antiga haviam tipos de discriminação baseados na etnia, no caso discriminação por fatores como lugar de origem do indivíduo, culturas, tradições, religião e outros fatores, porém a minoria dos casos dessa discriminação era propriamente por raça (cor da pele). Tanto na Grécia quanto em Roma havia um pré-julgamento de pessoas que não eram cidadãs Romana e Grega, porém nessas cidades haviam certa diversidade de pessoas com graus diferentes de melanina e todos viviam no mesmo espaço que não possuía o que chamamos hoje de segregação racial, porém havia preconceito com pessoas vindas de fora dessas cidades o que seria chamado hoje de xenofobia.
Atualmente o que vemos nos livros de história principalmente sobre colonização dos países latinos, o retrato da escravidão sofrida pelos povos vindos da África, devido a predominância de um grau de melanina maior na pele dessas pessoas, porém a escravidão antigamente não envolvia questões como o racismo e sim predominância de um grupo de pessoas sobre um povo, aldeia ou vilarejo levando em consideração aspectos de força física e também do que chamamos hoje de status social.
Então, como começou o racismo? Nada surge sem alguém para criar, algum indivíduo ou um grupo com essas ideias que antes não revelavam começaram a expressar esse preconceito, que infelizmente foi aos poucos sendo aderido pelas pessoas daquela época. Essas ideias extremistas e hoje criminosas foram se espalhando durante muitos séculos, por exemplo nos anos da colonização europeia (séculos XVI até XIX) onde os europeus escravizaram muitos povos africanos onde a cor das pessoas era na maioria negra, o que contribuiu para pobreza de muitas pessoas, situação essa que levou elas à marginalização, e como é de conhecimento comum, a situação que essas pessoas se encontravam moldaram todo um modo de agir até mesmo certos aspectos da cultura desses povos que tentaram se adaptar para manter suas tradições vivas.
Há um termo chamado cultura racial que se refere à experiências, estilo de vida, maneira como o indivíduo se enxerga no mundo e seu relacionamento com a sociedade de acordo com seu grupo racial e étnico. Inclui diversas áreas como dança, música, língua e inclusive culinária. Apesar desse termo ser usado em diversos assuntos e debates, é importante ressaltar que esse termo não deve ser usado para reforçar estereótipos de preconceito racial, pois as pessoas devem ser livres para se enxergar e agir como quiserem.
No Brasil a culinária Afro influenciou diretamente na cultura alimentar do país, onde muitos dos pratos consumidos hoje possuem uma longa história e tradição por trás do seu preparo. Podem ser citados pratos como Feijoada, Vatapá, Caruru, Canjica, Quibebe, Moqueca entre muitos outros. Pratos como a feijoada e a moqueca são os mais consumidos pelos brasileiros, por isso a importância de serem reconhecidas suas origens e toda uma história sofrida de povos e seus descendentes que até hoje superam desafios que o preconceito apresenta. A culinária representa parte da identidade de um povo, é indispensável citá-la quando se fala sobre a influência da África no Brasil, já que ela contribuiu muito com os hábitos desenvolvidos durante séculos. No fim, o mais importante é que essa história não foi mascarada, nem esquecida, toda a luta enfim merece ser reconhecida e cada cor de pele respeitada.
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muito bom
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